Os Jornais e o Cenário Improvável

28/09/2009

O blog do Clay Shirky, eterna fonte de inspiração e cópia para este blog, tem um post sobre a situação dos jornais:

Round and round this goes, with the people committed to saving newspapers demanding to know “If the old model is broken, what will work in its place?” To which the answer is: Nothing. Nothing will work. There is no general model for newspapers to replace the one the internet just broke.

With the old economics destroyed, organizational forms perfected for industrial production have to be replaced with structures optimized for digital data. It makes increasingly less sense even to talk about a publishing industry, because the core problem publishing solves — the incredible difficulty, complexity, and expense of making something available to the public — has stopped being a problem.

Eu escrevi basicamente a mesma coisa, mas vale a pena ler o artigo todo aqui.

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Chris Anderson vs Malcolm Gladwell

20/08/2009

Anderson acabou de lançar o seu livro sobre a economia free – ou, como ganhar dinheiro sem cobrar (por quase) nada.

Gladwell, por sua vez, fez um review do livro focado principalmente no futuro do jornalismo. Anderson rebateu.

Ambos concordam que, em um futuro onde o conteúdo de qualidade é disponibilizado “free”, o jornalismo tradicional está morto. Um acha isso uma coisa boa e vê oportunidadese novas carreiras, o outro vê fogo e enxofre.

Adivinha de que lado eu estou.


O Futuro do Jornalismo, Director’s Cut

06/08/2009

Se a civilização fosse uma pessoa, Adam Smith seria Sigmund Freud.

Seu nobre jornalista

Tudo – TUDO – na nossa sociedade é definido não pelo que temos, mas pelo que não temos. Os economistas chamam isso de Lei da Escassez: temos infinitos desejos humanos para um número finito de recursos, então criamos esse treco chamado civilização, que é uma forma de organizar as coisas onde basicamente definimos as pessoas de acordo com qual o parco recurso ela foi responsabilizada por administrar – da sua própria força de trabalho até preciosos recursos naturais.

Chamamos isso de “profissões”. Um profissional é uma pessoa responsabilizada por administrar um recurso X de modo a gerar a maior riqueza (riqueza, não dinheiro) possível.

Pegue a informação, por exemplo. Desde que inventou a escrita, o homem já sacou que a habilidade de gerar, acumular e transmitir informação é um recurso essencial para o progresso e para a sobrevivência. É um recurso importante, portanto precisamos de uma classe especial de pessoas responsável por administrar o dito cujo.

Os primeiros administradores de informação foram os escribas da antiguidade, que além do administrativo, também cuidavam das funções religiosas (e na época, magia e linguagem eram praticamente a mesma coisa). É a classe que  depois se transformou nos monges copistas do ocidente. Naqueles tempos bicudos, a quantidade de recursos necessária para gerar, acumular e transmitir informação era muito grande, então limitavam-se os best-sellers a pouco mais do que a palavra final da sua divindade favorita. Aí veio Gutenberg e criou um método mais fácil de gerar, acumular e transmitir informação, o que por sua vez causou um salto tremendo nas artes, na ciência e na sociedade.

Não antes, é claro, da igreja subir nas tamancas.

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O Futuro do Jornalismo, versão resumida

04/08/2009

Eu estava aqui escrevendo o próximo post, sobre o que acontece com o jornalismo, quando paro para ler o fórum do Warren Ellis e percebo que, novamente, o velho bastardo resumiu tudo de uma forma muito, muito simples.

Então eu ainda vou continuar escrevendo o próximo post, mas a versão resumida é esta aqui:

“The important thing about music journalism isn’t the ‘information’ — it’s the writing, the evocation, the discovery and the curation. Musicians are interesting when they’re asked interesting questions. If you just want a gig guide or a list of this week’s new releases, then, yeah, Google’s your friend. If you want to know WHY you should listen to something, or if you want to find out all about something you never heard of before, or you want to know what’s REALLY similar to the stuff you like, not what a poxy last.fm or pandora algorithm thinks… you need music journalists.”


Na última edição do Capitalismo Punk…

29/07/2009

Mais de um mês sem atualizar, e isso que era o mês de férias, aquele período do ano em que eu trabalho em coisas que não dão dinheiro.

E foi um mês muito interessante, milhões de coisas aconteceram que mereciam comentários, e eu me sentia meio Douglas Adams, apreciando o “vooosh” que os deadlines faziam quando passavam por mim. Então, vai um breve resumo do mês antes de voltar a postar de forma minimamente decente: