Bibliorobôs

25/11/2009

Querido Diário,

Tipo assim, só estou passando pra dar um oi. Meio ocupado ainda, sabe?

E pra indicar essa histórias de bibliotecários sendo substituídos por robôs.

A Biblioteca Nacional do Reino Unido irá remanejar parte de seu acervo em um novo prédio, onde a responsabilidade pelo armazenamento e coleta de 7 milhões de itens passará de um bibliotecário a uma grua –aparelho para levantar pesos, como um guindaste– robotizada.

Ou eu ou o mundo está muito atrasado. Achei que as bibliotecas haviam sido substituídas por robôs alguns anos atrás.


É preciso um inglês para entender o verdadeiro punk

20/10/2009

Especialmente se o inglês em questão for Warren Ellis.

Ellis analisa as possibilidades do sistema POD, como o Magcloud, com uma ótima análise do que significa ser uma revista:

I keep peering at it and thinking, what can I do with that? Without, of course, becoming a publisher, and having to disburse money to other people, creating for myself a nightmare of inefficiency and lost time. (The most valuable resource any writer has is time.) That said: I keep wondering. What can a one-writer magazine look like? What does a magazine do? You associate “magazine” with disposability: but on the other hand, I’m a hoarder, and magazines will live on a nearby shelf or stack for years in my office. Perhaps it’s simply a modular presentation. Perhaps it’s a tract. These things need considering.

Já sua coluna semanal, Do Anything, atinge seu climax com estilo:

A place where everything connects to the same central ocean. Where we all share the same strange air. Where unthinkable complexity becomes visible, speakable, drawable. Where we can see the paths through the jungle that others have trod, and can see where they’ve crossed, and can see what foliage has not yet been trailbroken.


Social Media is the New Punk (Ladrão que Rouba Ladrão…)

14/10/2009

@Bucco roubou  um pedaço do meu texto, e agora eu me apodero de um dos links dele:

É também uma versão resumida do motivo deste blog chamar-se “Capitalismo Punk.

Aliás, vale a pena conferir isto aqui.


Precisamos de mais bebidas?

01/10/2009

Um tempinho atrás, a AT&T decidiu-se, sabe-se lá pr qual razão (mas que não são difícies de imaginar…), bloquear o acesso de seus usuários de banda larga para o site 4chan. Em termos internéticos, é uma atitude similar a pular no trilho de um trem que está chegando em alta velocidade para fazer uma baleia branca para o maquinista. Porque 4chan é um dos lares do pseudogrupo web de anarcopunk coletivamente (?) conhecido como Anonymous. Eles deram dor de cabeça para a Igreja da Cientologia, gastrite em Rupert Murdoch e, literalmente, fizeram a Associação dos Epiléticos ter um treco.

Alguém dentro da AT&T deve ter apontado lá dentro que cutucar o 4chan era pedir para alguém implodir toda a infraestrutura web dos EUA e garantia de moleques mascarados jogando tomates podres nos carros dos funcionários da empresa, e logo logo a empresa voltou atrás com um “ops, foi mail aí, gente“.

A citação famosa de John Gilmore, de que “A Rede identifica a censura como uma falha e navega ao redor dela” virou “A rede identifica a censura como uma falha e desce o cacete nela até ela ir embora”. O caso mais famoso do Brasil foi o Cicarelligate, que não deu em nada, a moça continua aí na mídia mesmo sem dar para alguém relevante nesses últimos tempos.

Esses dias, o blog Resenha em 6 fez um post falando mal dum tal boteco São Bento. Falaram mal. Nego apareceu nos comentários dizendo ser da gerência do boteco e que ia processar geral. Comentários explodiram. Gerência do bar nega ser a gerência do bar que ameaçou processar geral, mas manda uma nota judicial mesmo assim. O Resenha 6 tira o post do ar. Comentários explodem de novo. Todo mundo odeia o bar. Blogs fazem protestos.

E a história vai morrer aí.

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Os Jornais e o Cenário Improvável

28/09/2009

O blog do Clay Shirky, eterna fonte de inspiração e cópia para este blog, tem um post sobre a situação dos jornais:

Round and round this goes, with the people committed to saving newspapers demanding to know “If the old model is broken, what will work in its place?” To which the answer is: Nothing. Nothing will work. There is no general model for newspapers to replace the one the internet just broke.

With the old economics destroyed, organizational forms perfected for industrial production have to be replaced with structures optimized for digital data. It makes increasingly less sense even to talk about a publishing industry, because the core problem publishing solves — the incredible difficulty, complexity, and expense of making something available to the public — has stopped being a problem.

Eu escrevi basicamente a mesma coisa, mas vale a pena ler o artigo todo aqui.


A Viagem da Apollo 8 até a Galáxia de Gutenberg

20/09/2009

Um trabalho acadêmico em vídeo, feito em tempo recorde, para a disciplica de mídias sociais da pós-graduação.

A edição está péssima, o som está pior. Comentários são bem-vindos:


Links da Semana

04/09/2009
  • Começando com uma notícia já comentada no post anterior: O novo livro do Chris Anderson sobre o modelo econômico “Freemium” chegou no Brasil. A Folha publicou uma entrevista (que não está no link!) com o cara no último dia 30, se alguém tiver aí, eu quero.
  • O Chris Anderson é uma das cabeças por trás da Wired, que também publicou recentemente um ótimo artigo sobre tecnologias revolucionárias que são piores que suas predecessoras. Entram aí os netbooks, que são basicamente PCs capados, ou o MP3 e sua qualidade de som vagabunda, ou o maior exemplo de todos, o Nintendo Wii, tecnicamente uma geração atrás dos seus concorrentes e campeão absoluto de vendas. Quem trabalha com tecnologia conhece o adágio de que o hardware avança muito mais rapidamente do que o software, e o resultado é esse cenáro: hoje o foco é na interface, na usabilidade e na praticidade, e não na força bruta computacional.
  • Já que falamos de mp3, sabiam que o Partido Pirata tem presença oficial no país? Só falta o cadastro no TRE…
  • Com certeza, muita gente na indústria está arrancando os cabelos com a notícia acima, já que os piratas vão destruir completamente a mídia tradicional. Veja o cinema, por exemplo, um dos principais alvos dos inescrupulosos vilões da maré digital. Em 2009, em plena era do download, nossos nobres heróis alcançaram bilheteria recorde. Pelo terceiro ano CONSECUTIVO. Tadinho deles…
  • Dá pra entender essa molecada? A maioria dos adolescentes, além de baixar coisas divertidas de graça e exigir hardware de menor potência, também acha o Twitter muito chato. De repente, eu me sinto velho.
  • O que será que eles querem, afinal? Há quem diga que seja mais publicidade em jogos de videogame. Eu tenho lá minhas dúvidas se isso funciona.
  • E falando em coisas que não funcionam, será que o modelo de assessoria de imprensa sobreviverá ao Capitalismo Punk? Eu tenho lá minhas opiniões, que ficam para um futuro post. Mas com certeza o que eu penso bate muito pouco com o que outros especialistas andam aventando.