Só mais uma coisinha…

27/08/2009

Se isto aqui der certo, o futuro vai chegar uns quinze anos mais cedo. Fingers crossed.

“I am absolutely confident in my belief AR will become at least as important as the web has, and probably a lot more so. It will also face much the same hurdles and challenges getting established as that medium did. But, speaking as a web-developer, can we try to avoid a browser war this time?


Links da Semana

27/08/2009

Eu estou muito ocupado!

Vá ler os links. Muitos deles merecem comentários, que vão ficar para depois.

  • A segunda parte dos possíveis modelos econômicos imaginados pelo Jamais Cascio merece leitura. Aliás, o site dele é muito interessante.
  • Interessante também notar que a tecnologia tornou mais difícil escolher o nome dos bebês. Todas as boas URLs estão tomadas!
  • Mas se você acha que não ter a URL certa para seu pimpolho é apenas o início dos seus problemas, você tem razão. Uma escola nos EUA (sempre lá) resolveu dar um basta na situação e proibir seus alunos de fazerem sexo pelo celular. Como todos nós sabemos, uma proibição por escrito é a maneira mais rápida e segura de controlar o comportamento da molecada, certo?
  • Veja por exemplo, o Pirate Bay. Funcionou com eles, né? Claro que sim. Quer dizer, eles não ousariam desafiar a indústria musical de novo com toda aquela ironia e deboche peculiares. Não senhor.
  • Então, Xuxa, você já sabe o que fazer! Sua filha pode ser analfabeta, mas isso não deve ter nada a ver com o fato de você não ter a mínima educação! Manda um bilhete pra mãe do Twitter!!!
  • Ou então, a Xuxa poderia ver esse vídeo – se ela souber ler (e em inglês), é claro. Cortesia do Rog.

o último link merece uma atenção especial e menos deboche: Jesús Martín-Barbero fala sobre igualdade na web. Eu destaco esse pedacinho aqui:

Não sei para onde vamos, mas em muito poucos anos a televisão não terá nada a ver com o que temos hoje. A televisão por programação horária é herdeira do rádio, que foi o primeiro meio que começou a nos organizar a vida cotidiana. Na Idade Média, o campanário era que dizia qual era a hora de levantar, de comer, de trabalhar, de dormir. A rádio foi isso.

A rádio nos foi pautando a vida cotidiana. O noticiário, a radionovela, os espaços de publicidade… Essa relação que os meios tiveram com a vida cotidiana, organizada em função do tempo, a manhã, a tarde, a noite, o fim de semana, as férias, isso vai acabar. Teremos uma oferta de conteúdos. A internet vai reconfigurar a TV imitadora da rádio, a rádio imitadora da imprensa escrita… Creio que vamos para uma mudança muito profunda, porque o que entra em crise é o papel de organização da temporalidade.


Links: Possíveis Futuros para a Economia e a Falácia dos e-Books

23/08/2009

Uma viagem inesperada fodeu comigo. O texto de hoje fica para a semana (ou o mês?) que vem. Enquanto isso:

Jamais Cascio elabora sobre os possíveis modelos econômicos do futuro. Ele aponta três modelos possíveis, embora eu acho que existe uma etapa intermediária antes de que a gente chegue em qualquer um deles.

Eric Novello analisa o mercado de e-books, que toca no velho ponto do digital como transposição de mídia. Ainda tem muita gente que confunde a função social do livro/filme/música/whatever com o tipo de suporte, e quanto mais a gente bater nessa tecla, menos cagadas as editoras vão fazer na hora de finalmente lançar o formato no país.


Chris Anderson vs Malcolm Gladwell

20/08/2009

Anderson acabou de lançar o seu livro sobre a economia free – ou, como ganhar dinheiro sem cobrar (por quase) nada.

Gladwell, por sua vez, fez um review do livro focado principalmente no futuro do jornalismo. Anderson rebateu.

Ambos concordam que, em um futuro onde o conteúdo de qualidade é disponibilizado “free”, o jornalismo tradicional está morto. Um acha isso uma coisa boa e vê oportunidadese novas carreiras, o outro vê fogo e enxofre.

Adivinha de que lado eu estou.


A Insustentável leveza do Punk

17/08/2009

Eu não ia tocar nesses assuntos agora, mas como eu gosto de livros e essa coisa toda pode muito bem ter um dedo do Marcelo Torres, vamos lá.

Sustentabilidade. Palavra engraçada.

A idéia por trás do conceito é de que as empresas podem crescer e ao mesmo tempo melhorar – ou pelo menos não zoar muito – com o planeta. o “planeta” não são só as flores, os coelhinhos e as árvores. O planeta é todo o ecossistema biológico, social e econômico. Lindo, não?

O problema? Olhando pelo lado puramente pragmático, a economia não cresce. Ela incha. Como uma balão. Continue lendo »


O Futuro do Jornalismo, Director’s Cut

06/08/2009

Se a civilização fosse uma pessoa, Adam Smith seria Sigmund Freud.

Seu nobre jornalista

Tudo – TUDO – na nossa sociedade é definido não pelo que temos, mas pelo que não temos. Os economistas chamam isso de Lei da Escassez: temos infinitos desejos humanos para um número finito de recursos, então criamos esse treco chamado civilização, que é uma forma de organizar as coisas onde basicamente definimos as pessoas de acordo com qual o parco recurso ela foi responsabilizada por administrar – da sua própria força de trabalho até preciosos recursos naturais.

Chamamos isso de “profissões”. Um profissional é uma pessoa responsabilizada por administrar um recurso X de modo a gerar a maior riqueza (riqueza, não dinheiro) possível.

Pegue a informação, por exemplo. Desde que inventou a escrita, o homem já sacou que a habilidade de gerar, acumular e transmitir informação é um recurso essencial para o progresso e para a sobrevivência. É um recurso importante, portanto precisamos de uma classe especial de pessoas responsável por administrar o dito cujo.

Os primeiros administradores de informação foram os escribas da antiguidade, que além do administrativo, também cuidavam das funções religiosas (e na época, magia e linguagem eram praticamente a mesma coisa). É a classe que  depois se transformou nos monges copistas do ocidente. Naqueles tempos bicudos, a quantidade de recursos necessária para gerar, acumular e transmitir informação era muito grande, então limitavam-se os best-sellers a pouco mais do que a palavra final da sua divindade favorita. Aí veio Gutenberg e criou um método mais fácil de gerar, acumular e transmitir informação, o que por sua vez causou um salto tremendo nas artes, na ciência e na sociedade.

Não antes, é claro, da igreja subir nas tamancas.

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Mais sobre futuro do Jornalismo

06/08/2009

Enquanto eu termino o maldito post monstro.

Desta vez foi a Reuters:

Our news ecosystem is evolving and learning how it can be open, diverse, inclusive and effective. With all the new tools and capabilities we should be entering a new golden age of journalism – call it journalism 3.0.

Ah sim. Nada a ver com o assunto, mas: www.vivosofilme.com. Coisa do Rickota.