Um é pouco, dois é bom…

Cá estou eu lendo o novo livro do Clay Shirky, que é pra mim o mais interessante pensador da comunicação no século XXI. Shirky, assim como eu, vê a coisa toda a partir do ângulo da economia – não só economia no sentido de “a comunicação é um mercado e aqui se vendem e compram coisas”, mas também no sentido de “oferta, demanda e incentivos explicam o planeta”.

O novo livro, que é muito uma continuação do primeiro livro, fala basicamente sobre economia da abundância, ou como o excesso de um determinado recurso, antes escasso, faz a civilização como a conhecemos implodir. Pois abundância nunca foi uma coisa muito, digamos, abundante – então ninguém nunca pensou em construir estruturas sociais, econômicas e políticas que levassem a abundância a sério, isso vem nos causando mais e mais problemas.

Isto é parte importante do que eu chamo de Capitalismo Punk. Um dia eu termino de escrever o artigo (atualmente com mais de 20 páginas) que explica o que é a coisa que eu chamo de Capitalismo Punk. Por enquanto, eu deixo um trecho do livro. Foi um saco escolher um trecho do livro. Minha vontade era digitar o maldito livro todo aqui.

As long as the assumed purpose of media is to allow ordinary people to consume professionally created material, the proliferation of amateur-created stuff will seem incomprehensible. What amateurs do is so, well, unprofessional – lolcats as a kind of low-grade Cartoon Network. But what if, all this time, providing professional content isn’t the only job we’ve been hiring media to do? What if we’ve also been hiring it to make us feel connected, engaged, or just less lonely? What if we always wanted to produce as well as consume, but no one offered us the opportunity? The pleasure in You can play this game too isn’t just in the making, it’s also in the sharing. The phrase “user-generated content”, the current label for creative acts by amateurs, really describes not just personal but also social acts. Lolcats aren’t just user generated, they are user-shared. The sharing, in fact, is what makes the making fun – no one would create a lolcat to keep for themselves.

The atomization of social life in the 20th century left us so far removed from participatory culture that when it came back, we needed the phrase “participatory culture” to describe it. Before the 20th century, we didn’t really have a phrase for participatory culture; in fact, it would have benn something of a tautology. A significant chunk of culture was participatory – local gatherings, events, and performances – because where else would culture come from? The simple act of creating something with others in mind and them sharing it represents, at the very least, an echo of that older model of culture, now in technological raiment. Once you accept the idea that we actually like making and sharing things, however dopey in content or poor in execution, and that making one another laugh is a different kind of activity from being made to laugh by people paid to make us laugh, then is some way the Cartoon Network is a low-grade substitute for lolcats.

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