Barbra Streisand, o PT e a censura

Imagino que todo mundo tenha lido aqui os excelentes textos sobre o PT e a censura que estão saindo em todo o lugar da “mídia vendida” mas, hemos de concordar, a mídia tem mais é que estar puta mesmo. O PT aberta e desavergonhadamente é a favor da censura, desde que eles quem decidam qual notícia pode e qual não pode ser censurada. Até aí, nada de novo.

O PT sabe governar tão bem quanto o PSDB sabe ser oposição, o que garantiu uma comédia de erros de fazer Shakespeare soltar gritinhos exasperados no túmulo durante os últimos oito anos. A direita tucana meio que mais ou menos sentou no poder durante anos logo após o final da ditadura, quando não antes. O PT, tadinho, uma prefeiturinha aqui, um estadozinho ali. O PSDB teve todo o tempo do mundo para cometer toda a mixórdia de erros políticos possíveis que o PT teve de resumir de forma bem mal ajambrada nos últimos oito anos. São os mesmos erros, do mesmo jeito, pq no fim do dia, é tudo farinha do mesmo saco, e as farinhas se misturam mais vezes do que a gente gostaria. Mas nem é essa a questão. A censura besta é a questão, e é uma questão velha e caduca.

Não me preocupa tanto a censura, porque a censura provavelmente está com seus dias contados. Censurar os meios tradicionais é tradicionalmente simples, mas quando você se move para os terrenos mais pantanosos da Internet, censurar torna-se contra-producente. A chiadeira que vemos hoje em dia é uma forma leve do famoso Efeito Streisand, um dos mantras da Internet – a rede reconhece a censura como uma falha e a contorna. A coisa não foi maior pq a quantidade de brasileiros conectados a Internet (além do Orkut e do MSN, claro) ainda é pequena, mas a coisa toda funciona de forma exponencial, e a hora que o bicho pegar, vai pegar de vez. Em, sei lá, duas eleições, qualquer tentativa de censura em período eleitoral ou fora dele vai resultar numa explosão de lolcats furiosos, escrachados e fofinhos.

Quem quiser apelar pra censura vai ter que fazer China style, e simplesmente botar um cadeado em toda a Internet, coisa que nós brasileiros, avessos que somos ao trabalho e à disciplina necessários para fazer este tipo de trabalho bem feito, vamos simplesmente olhar e dizer “meh”.

Eu, obviamente, não vou votar em ninguém. A maioria da molecada 16-20 anos que conheço também não. A morte da política tradicional, entretanto, fica para outro post.

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