A Internet matou o Cyberpunk

28/09/2010

(It’s alive! It’s alive!)

O óbvio em primeiro lugar: nunca foi o papel da Ficção Científica falar sobre o futuro.

FC fala sobre o presente. Quase um subgênero da ficcção fantástica, é uma extrapolação do presente que visa trazer para a superfície uma tendência ou problema. Júlio Verne viu a revolução industrial e escreveu uma renca de livros que diziam “olha só, nos próximos 100 anos a gente vai fazer coisas que até Deus duvida”. Orwell, Huxley e seus comparsas de Distopias presenciaram o nascimento o mundo neofacista pós WW2 e relataram o que viam, o rumo que a coisa toda estava tomando. Asimov foi um dos primeiro a levantar a mão e dizer “ei, será que não é melhor a gente pensar um pouquinho antes de fazermos lambança com essa ciência toda?”

E William Gibson & Bruce Sterling, que viveram o movimento punk e foram visionários o suficiente para pegar aquilo que Orwell perdeu em 1984: que a tecnologia de mídias – que Orwell acreditava que se tornarim a espinha dorsal de sistemas opressivos de controle – avançavam em ritmo muito acelerado para serem bem utilizados por governos, engessados e tradicionalistas.  E que as corporações eram o novo establishment, e que estas sim alcançariam o controle da população através do controle da mídia.

Aí veio a Internet e matou o Cyberpunk.

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