Experimento mental

03/06/2009

Digamos, se a grande maioria dos veículos tradicionais – impressos ou não – deixassem de existir amanhã, e cada um dos profissionais demitidos no processo começassem seus pequenos veículos de mídia independente em modelo web, ou ao menos modelos altamente dirigidos. Baixo custo operacional, altamente segmentado, em grupos pequenos e descentralizados de trabalho… Na média, essas pessoas fariam mais ou menos dinheiro no final do ano

(Se você leu isso, comente. Só dessa vez. Please?)


Os Novos Antiquados

03/06/2009

Começou com o nosso digníssimo Ministro das Comunicações, Hélio Costa, dizendo quem foi o imbecil que me elegeu para este cargo que a juventude tinha que deixar de usar a Internet para ver TV e ouvir rádio. Em seguida, disse que as pessoas deveriam usar mais máquinas datilográficas, trocar os carros por cavalos e usar sanguessugas nos hospitais. Tá, essa última parte ele não disse, mas diria se fosse coerente.

Hélio Costa, entretanto, é político, e não coerente. E como tal ele precisa puxar o saco das pessoas, e a bobagem acima obviamente foi dita num evento da – adivinha! – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão. Se algum repórter vier pra ele e pedir para explicar a abobrinha, ele provavelmente vai dizer que foi mal interpretado. A não ser que o repórter seja de TV. Ou de rádio. Enfim.

Logo depois, o Washington Post publica um artigo sobre Leis que Poderiam Salvar o Jornalismo, tópico muito bem comentado aqui. O nível de bobagem neste artigo chega a níveis ainda mais astronômicos do que as bobagens proferidas pelo nosso Ministro das Comunicações (das Comunicações, por Zeus, Júpiter e Javé! Das COMUNICAÇÕES!!!).

(Pra quem tem preguiça de ler inglês: a salvação do jornalismo é fechar a Internet e criar campos de concentração de blogueiros).

Ninguém avisou essas pessoas que o século XXI começou? Eles acham que aquele auê todo na madrugada do dia 01 de janeiro de 2000 (ou de 2001, se você for chato) foi o quê, gol do Corinthians? Estamos na Era do Capitalismo Punk. É a união do Do-It-Yourself com o livre mercado. É uma nova forma de fazer o mundo girar, de gerar riqueza, de crescer. Don’t hate the media, BE the media.

E se alguém ainda duvida que o jogo mudou, saiba que a GM subiu no telhado.