Shift Happens

20/06/2009
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Por no Gráfico

07/06/2009

Nunca imaginei, mas uma das coisas mais divertidas de fazer com um blog é olhar os gráficos de visitação. Essa gororoba que não consigo atualizar ou colocar um maldito RSS, ainda assim tem alguns parcos leitores. Dando uma olhada nas vísitas das últimas semanas e fazendo um rápido Cálculo Hipotético Universal de Tendência Estatística (C.H.U.T.E.), eu diria que tenho aproximadamente 12 leitores assíduos, mais meia dúzia de náufragos ocasionais.

E eu sempre achei gráficos divertidos, mesmo não sendo um grande fã da matemática. Quando eu dava aulas de Excel tinha uma aula inteirinha sobre como fazer gráficos, e principalmente, como LER gráficos, coisa que a maioria das pessoas não sabe fazer.

Na última semana eu me deparei com dois gráficos interessantes, um feito por pessoas que sabem fazer gráficos, e outro por pessoas que não sabem fazer. Vamos começar pelo segundo.

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Experimento mental

03/06/2009

Digamos, se a grande maioria dos veículos tradicionais – impressos ou não – deixassem de existir amanhã, e cada um dos profissionais demitidos no processo começassem seus pequenos veículos de mídia independente em modelo web, ou ao menos modelos altamente dirigidos. Baixo custo operacional, altamente segmentado, em grupos pequenos e descentralizados de trabalho… Na média, essas pessoas fariam mais ou menos dinheiro no final do ano

(Se você leu isso, comente. Só dessa vez. Please?)


Os Novos Antiquados

03/06/2009

Começou com o nosso digníssimo Ministro das Comunicações, Hélio Costa, dizendo quem foi o imbecil que me elegeu para este cargo que a juventude tinha que deixar de usar a Internet para ver TV e ouvir rádio. Em seguida, disse que as pessoas deveriam usar mais máquinas datilográficas, trocar os carros por cavalos e usar sanguessugas nos hospitais. Tá, essa última parte ele não disse, mas diria se fosse coerente.

Hélio Costa, entretanto, é político, e não coerente. E como tal ele precisa puxar o saco das pessoas, e a bobagem acima obviamente foi dita num evento da – adivinha! – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão. Se algum repórter vier pra ele e pedir para explicar a abobrinha, ele provavelmente vai dizer que foi mal interpretado. A não ser que o repórter seja de TV. Ou de rádio. Enfim.

Logo depois, o Washington Post publica um artigo sobre Leis que Poderiam Salvar o Jornalismo, tópico muito bem comentado aqui. O nível de bobagem neste artigo chega a níveis ainda mais astronômicos do que as bobagens proferidas pelo nosso Ministro das Comunicações (das Comunicações, por Zeus, Júpiter e Javé! Das COMUNICAÇÕES!!!).

(Pra quem tem preguiça de ler inglês: a salvação do jornalismo é fechar a Internet e criar campos de concentração de blogueiros).

Ninguém avisou essas pessoas que o século XXI começou? Eles acham que aquele auê todo na madrugada do dia 01 de janeiro de 2000 (ou de 2001, se você for chato) foi o quê, gol do Corinthians? Estamos na Era do Capitalismo Punk. É a união do Do-It-Yourself com o livre mercado. É uma nova forma de fazer o mundo girar, de gerar riqueza, de crescer. Don’t hate the media, BE the media.

E se alguém ainda duvida que o jogo mudou, saiba que a GM subiu no telhado.


Cory Doctorow on Internet Searches

02/06/2009

Search is the beginning and the end of the internet. Before search, there was the idea of an organised, hierarchical internet, set up along the lines of the Dewey Decimal system.

É o que eu sempre falo, e sempre arrumo briga com isso: dizem por aí que o futuro da web (2.0 ou não) está no emporwement do usuário, na social media, no conteúdo criado pelo usuário. Não é.

O pulo do gato da Internet é Indexação.

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Ainda meio que nesse assunto, meu irmão vai me dar de presente o livro O Culto do Amador, do Andrew Keen, que provavelmente vai ganhar uma resenha aqui. Eu consigo concordar com muito que esse cara fala, por razões completamente diferentes das que ele tem. Vai ser uma leitura divertida.