- Começando com uma notícia já comentada no post anterior: O novo livro do Chris Anderson sobre o modelo econômico “Freemium” chegou no Brasil. A Folha publicou uma entrevista (que não está no link!) com o cara no último dia 30, se alguém tiver aí, eu quero.
- O Chris Anderson é uma das cabeças por trás da Wired, que também publicou recentemente um ótimo artigo sobre tecnologias revolucionárias que são piores que suas predecessoras. Entram aí os netbooks, que são basicamente PCs capados, ou o MP3 e sua qualidade de som vagabunda, ou o maior exemplo de todos, o Nintendo Wii, tecnicamente uma geração atrás dos seus concorrentes e campeão absoluto de vendas. Quem trabalha com tecnologia conhece o adágio de que o hardware avança muito mais rapidamente do que o software, e o resultado é esse cenáro: hoje o foco é na interface, na usabilidade e na praticidade, e não na força bruta computacional.
- Já que falamos de mp3, sabiam que o Partido Pirata tem presença oficial no país? Só falta o cadastro no TRE…
- Com certeza, muita gente na indústria está arrancando os cabelos com a notícia acima, já que os piratas vão destruir completamente a mídia tradicional. Veja o cinema, por exemplo, um dos principais alvos dos inescrupulosos vilões da maré digital. Em 2009, em plena era do download, nossos nobres heróis alcançaram bilheteria recorde. Pelo terceiro ano CONSECUTIVO. Tadinho deles…
- Dá pra entender essa molecada? A maioria dos adolescentes, além de baixar coisas divertidas de graça e exigir hardware de menor potência, também acha o Twitter muito chato. De repente, eu me sinto velho.
- O que será que eles querem, afinal? Há quem diga que seja mais publicidade em jogos de videogame. Eu tenho lá minhas dúvidas se isso funciona.
- E falando em coisas que não funcionam, será que o modelo de assessoria de imprensa sobreviverá ao Capitalismo Punk? Eu tenho lá minhas opiniões, que ficam para um futuro post. Mas com certeza o que eu penso bate muito pouco com o que outros especialistas andam aventando.
Links da Semana
04/09/2009Na última edição do Capitalismo Punk…
29/07/2009Mais de um mês sem atualizar, e isso que era o mês de férias, aquele período do ano em que eu trabalho em coisas que não dão dinheiro.
E foi um mês muito interessante, milhões de coisas aconteceram que mereciam comentários, e eu me sentia meio Douglas Adams, apreciando o “vooosh” que os deadlines faziam quando passavam por mim. Então, vai um breve resumo do mês antes de voltar a postar de forma minimamente decente:
- Michael Jackson morreu, e por pouco não leva a Internet junto. Convenhamos, Jacko era doido e podia não ter mais nariz, mas soube como sair com estilo. E com ele se vai mais um braço da já muito leprosa indústria musical, e vale a pena entender que isso nunca mais vai se repetir.
- Logo depois da morte do Jacko, descobriu-se que uma jornalista do Tocantins estava plagiando textos da Internet e publicando no jornal com seu nome. A jornalista mesmo enfiou a cabeça na terra até o vendaval passar, o editor tirou o dele da reta, e os amigos da safada vieram com desculpas esfarradapadas. Mas a gente sabe como são as coisas, certo?
- E tudo isso bem quando o STF decidiu chutar cachorro morto, tirando o obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. As reações foram risíveis, provavelmente porque a maioria dos jornalistas nunca estudou economia para entender exatamente porque a sua profissão morreu. Mas isso eu vou detalhar no próximo post.
- Alheios a tudo isso (e a tudo o mais na realidade material, aparentemente), um bando de subcelebridades brasileiras resolveu fazer revolução de sofá no Twitter, num golpe baixo e mal-pensado de autopromoção. A coisa foi tão ruim, mas tão ruim, que os caras tomaram lição de moral do Ashton Kutcher. Sério, tomar lição de moral do Kelso? Mais loser que isso só montar banda de punk gospel depois de levar um pedala da irmã.
- Por fim, hoje eu li sobre o Digg português. E não é piada, é uma versão lusa do Digg. E é exatamente o que eu esperaria de uma versão lusa do Digg – ou seja, uma piada.
Escrito por Danilo Valeta
Escrito por Danilo Valeta