Mais de um mês sem atualizar, e isso que era o mês de férias, aquele período do ano em que eu trabalho em coisas que não dão dinheiro.
E foi um mês muito interessante, milhões de coisas aconteceram que mereciam comentários, e eu me sentia meio Douglas Adams, apreciando o “vooosh” que os deadlines faziam quando passavam por mim. Então, vai um breve resumo do mês antes de voltar a postar de forma minimamente decente:
- Michael Jackson morreu, e por pouco não leva a Internet junto. Convenhamos, Jacko era doido e podia não ter mais nariz, mas soube como sair com estilo. E com ele se vai mais um braço da já muito leprosa indústria musical, e vale a pena entender que isso nunca mais vai se repetir.
- Logo depois da morte do Jacko, descobriu-se que uma jornalista do Tocantins estava plagiando textos da Internet e publicando no jornal com seu nome. A jornalista mesmo enfiou a cabeça na terra até o vendaval passar, o editor tirou o dele da reta, e os amigos da safada vieram com desculpas esfarradapadas. Mas a gente sabe como são as coisas, certo?
- E tudo isso bem quando o STF decidiu chutar cachorro morto, tirando o obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. As reações foram risíveis, provavelmente porque a maioria dos jornalistas nunca estudou economia para entender exatamente porque a sua profissão morreu. Mas isso eu vou detalhar no próximo post.
- Alheios a tudo isso (e a tudo o mais na realidade material, aparentemente), um bando de subcelebridades brasileiras resolveu fazer revolução de sofá no Twitter, num golpe baixo e mal-pensado de autopromoção. A coisa foi tão ruim, mas tão ruim, que os caras tomaram lição de moral do Ashton Kutcher. Sério, tomar lição de moral do Kelso? Mais loser que isso só montar banda de punk gospel depois de levar um pedala da irmã.
- Por fim, hoje eu li sobre o Digg português. E não é piada, é uma versão lusa do Digg. E é exatamente o que eu esperaria de uma versão lusa do Digg – ou seja, uma piada.
Escrito por Danilo Valeta