20/08/2009
Anderson acabou de lançar o seu livro sobre a economia free – ou, como ganhar dinheiro sem cobrar (por quase) nada.
Gladwell, por sua vez, fez um review do livro focado principalmente no futuro do jornalismo. Anderson rebateu.
Ambos concordam que, em um futuro onde o conteúdo de qualidade é disponibilizado “free”, o jornalismo tradicional está morto. Um acha isso uma coisa boa e vê oportunidadese novas carreiras, o outro vê fogo e enxofre.
Adivinha de que lado eu estou.
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Escrito por Danilo Valeta
17/08/2009
Eu não ia tocar nesses assuntos agora, mas como eu gosto de livros e essa coisa toda pode muito bem ter um dedo do Marcelo Torres, vamos lá.
Sustentabilidade. Palavra engraçada.
A idéia por trás do conceito é de que as empresas podem crescer e ao mesmo tempo melhorar – ou pelo menos não zoar muito – com o planeta. o “planeta” não são só as flores, os coelhinhos e as árvores. O planeta é todo o ecossistema biológico, social e econômico. Lindo, não?
O problema? Olhando pelo lado puramente pragmático, a economia não cresce. Ela incha. Como uma balão. Leia o resto deste post »
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Escrito por Danilo Valeta
17/08/2009
A Info quer testar um iPhone 3G S. A Apple, numa atitude muito Apple de sua parte, não mandou o aparelho.
A Info apelou para sua base de leitores:
Você, dono de iPhone 3GS, gostaria de ver um teste completo com o aparelho da Apple e outros celulares touch screen de última geração nas páginas da revista INFO de setembro e do INFO Online? Então, que tal nos emprestar o seu?
Hilarity ensues.
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Escrito por Danilo Valeta
12/08/2009
É o Google. De novo.
Já tem alguns anos que a empresa – conhecida por sempre confiar na propaganda boca-a-boca e que, até recentemente, tinha um orçamento anual de US$ 0,00 para a publicidade tradicional – emplaca como uma das marcas mais valiosas do planeta. Microsoft, IBM e Apple também estão entre os 10+.
Mas o Google é um caso curioso. Do ponto de vista marquetês tradicional, o Google fez tudo errado. Eles sempre foram um tanto relapsos quanto a marcas e comunicação, preferindo deixar seus produtos falar por eles. E o produto é bom pra danar, então funciona.
Por outro lado, mesmo que você tenha um produto tão bom quanto, e for tentar o mesmo prodígio, muito provavelmente estará fadado ao fracasso. O Google não mudou as regras do jogo. O Google na verdade levou a bola embora.
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Escrito por Danilo Valeta
06/08/2009
Se a civilização fosse uma pessoa, Adam Smith seria Sigmund Freud.

Tudo – TUDO – na nossa sociedade é definido não pelo que temos, mas pelo que não temos. Os economistas chamam isso de Lei da Escassez: temos infinitos desejos humanos para um número finito de recursos, então criamos esse treco chamado civilização, que é uma forma de organizar as coisas onde basicamente definimos as pessoas de acordo com qual o parco recurso ela foi responsabilizada por administrar – da sua própria força de trabalho até preciosos recursos naturais.
Chamamos isso de “profissões”. Um profissional é uma pessoa responsabilizada por administrar um recurso X de modo a gerar a maior riqueza (riqueza, não dinheiro) possível.
Pegue a informação, por exemplo. Desde que inventou a escrita, o homem já sacou que a habilidade de gerar, acumular e transmitir informação é um recurso essencial para o progresso e para a sobrevivência. É um recurso importante, portanto precisamos de uma classe especial de pessoas responsável por administrar o dito cujo.
Os primeiros administradores de informação foram os escribas da antiguidade, que além do administrativo, também cuidavam das funções religiosas (e na época, magia e linguagem eram praticamente a mesma coisa). É a classe que depois se transformou nos monges copistas do ocidente. Naqueles tempos bicudos, a quantidade de recursos necessária para gerar, acumular e transmitir informação era muito grande, então limitavam-se os best-sellers a pouco mais do que a palavra final da sua divindade favorita. Aí veio Gutenberg e criou um método mais fácil de gerar, acumular e transmitir informação, o que por sua vez causou um salto tremendo nas artes, na ciência e na sociedade.
Não antes, é claro, da igreja subir nas tamancas.
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Escrito por Danilo Valeta
06/08/2009
Hoje é dia de links.
Google has the functionality of a really complicated Swiss Army knife, but the home page is our way of approaching it closed. It’s simple, it’s elegant, you can slip it in your pocket, but it’s got the great doodad when you need it. A lot of our competitors are like a Swiss Army knife open–and that can be intimidating and occasionally harmful.
Beautiful
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Google | Etiquetado: Google |
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Escrito por Danilo Valeta
06/08/2009
Enquanto eu termino o maldito post monstro.
Desta vez foi a Reuters:
Our news ecosystem is evolving and learning how it can be open, diverse, inclusive and effective. With all the new tools and capabilities we should be entering a new golden age of journalism – call it journalism 3.0.
Ah sim. Nada a ver com o assunto, mas: www.vivosofilme.com. Coisa do Rickota.
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Escrito por Danilo Valeta
04/08/2009
Eu estava aqui escrevendo o próximo post, sobre o que acontece com o jornalismo, quando paro para ler o fórum do Warren Ellis e percebo que, novamente, o velho bastardo resumiu tudo de uma forma muito, muito simples.
Então eu ainda vou continuar escrevendo o próximo post, mas a versão resumida é esta aqui:
“The important thing about music journalism isn’t the ‘information’ — it’s the writing, the evocation, the discovery and the curation. Musicians are interesting when they’re asked interesting questions. If you just want a gig guide or a list of this week’s new releases, then, yeah, Google’s your friend. If you want to know WHY you should listen to something, or if you want to find out all about something you never heard of before, or you want to know what’s REALLY similar to the stuff you like, not what a poxy last.fm or pandora algorithm thinks… you need music journalists.”
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Escrito por Danilo Valeta