I keep peering at it and thinking, what can I do with that? Without, of course, becoming a publisher, and having to disburse money to other people, creating for myself a nightmare of inefficiency and lost time. (The most valuable resource any writer has is time.) That said: I keep wondering. What can a one-writer magazine look like? What does a magazine do? You associate “magazine” with disposability: but on the other hand, I’m a hoarder, and magazines will live on a nearby shelf or stack for years in my office. Perhaps it’s simply a modular presentation. Perhaps it’s a tract. These things need considering.
A place where everything connects to the same central ocean. Where we all share the same strange air. Where unthinkable complexity becomes visible, speakable, drawable. Where we can see the paths through the jungle that others have trod, and can see where they’ve crossed, and can see what foliage has not yet been trailbroken.
Alguém dentro da AT&T deve ter apontado lá dentro que cutucar o 4chan era pedir para alguém implodir toda a infraestrutura web dos EUA e garantia de moleques mascarados jogando tomates podres nos carros dos funcionários da empresa, e logo logo a empresa voltou atrás com um “ops, foi mail aí, gente“.
A citação famosa de John Gilmore, de que “A Rede identifica a censura como uma falha e navega ao redor dela” virou “A rede identifica a censura como uma falha e desce o cacete nela até ela ir embora”. O caso mais famoso do Brasil foi o Cicarelligate, que não deu em nada, a moça continua aí na mídia mesmo sem dar para alguém relevante nesses últimos tempos.
Esses dias, o blog Resenha em 6 fez um post falando mal dum tal boteco São Bento. Falaram mal. Nego apareceu nos comentários dizendo ser da gerência do boteco e que ia processar geral. Comentários explodiram. Gerência do bar nega ser a gerência do bar que ameaçou processar geral, mas manda uma nota judicial mesmo assim. O Resenha 6 tira o post do ar. Comentários explodem de novo. Todo mundo odeia o bar. Blogs fazem protestos.
O blog do Clay Shirky, eterna fonte de inspiração e cópia para este blog, tem um post sobre a situação dos jornais:
Round and round this goes, with the people committed to saving newspapers demanding to know “If the old model is broken, what will work in its place?” To which the answer is: Nothing. Nothing will work. There is no general model for newspapers to replace the one the internet just broke.
With the old economics destroyed, organizational forms perfected for industrial production have to be replaced with structures optimized for digital data. It makes increasingly less sense even to talk about a publishing industry, because the core problem publishing solves — the incredible difficulty, complexity, and expense of making something available to the public — has stopped being a problem.
Começando com uma notícia já comentada no post anterior: O novo livro do Chris Anderson sobre o modelo econômico “Freemium” chegou no Brasil. A Folha publicou uma entrevista (que não está no link!) com o cara no último dia 30, se alguém tiver aí, eu quero.
O Chris Anderson é uma das cabeças por trás da Wired, que também publicou recentemente um ótimo artigo sobre tecnologias revolucionárias que são piores que suas predecessoras. Entram aí os netbooks, que são basicamente PCs capados, ou o MP3 e sua qualidade de som vagabunda, ou o maior exemplo de todos, o Nintendo Wii, tecnicamente uma geração atrás dos seus concorrentes e campeão absoluto de vendas. Quem trabalha com tecnologia conhece o adágio de que o hardware avança muito mais rapidamente do que o software, e o resultado é esse cenáro: hoje o foco é na interface, na usabilidade e na praticidade, e não na força bruta computacional.
Com certeza, muita gente na indústria está arrancando os cabelos com a notícia acima, já que os piratas vão destruir completamente a mídia tradicional. Veja o cinema, por exemplo, um dos principais alvos dos inescrupulosos vilões da maré digital. Em 2009, em plena era do download, nossos nobres heróis alcançaram bilheteria recorde. Pelo terceiro ano CONSECUTIVO. Tadinho deles…
Dá pra entender essa molecada? A maioria dos adolescentes, além de baixar coisas divertidas de graça e exigir hardware de menor potência, também acha o Twitter muito chato. De repente, eu me sinto velho.
O que será que eles querem, afinal? Há quem diga que seja mais publicidade em jogos de videogame. Eu tenho lá minhas dúvidas se isso funciona.
E falando em coisas que não funcionam, será que o modelo de assessoria de imprensa sobreviverá ao Capitalismo Punk? Eu tenho lá minhas opiniões, que ficam para um futuro post. Mas com certeza o que eu penso bate muito pouco com o que outros especialistas andam aventando.
Rupert Murdoch não é um idiota. Ele é dono de um dos maiores conglomerados de mídia do planeta, que inclui centenas de jornais ao redor do planeta e a Fox. É por essas e outras que, quando ele fala, as pessoas escutam.
Recentemente, ele declarou por aí que todos os seus empreendimentos de mídia vão começar a cobrar pelo conteúdo. Indo na contramão da tecnologia, Murdoch espera que o simples peso do seu império tenha inércia o suficiente para desviar os rumos da indústria de mídia. Se ele vai conseguir ou não, é discutível. Mas eu apostaria meu dinheiro no “não”.
Só que não me interessa (agora) os motivos pelo qual ele provavelmente vai dar com os burros n’água. É interessante pensar o PORQUÊ da celeuma de Murdoch com o modelo da Internet. Leia o resto deste post »
Se isto aqui der certo, o futuro vai chegar uns quinze anos mais cedo. Fingers crossed.
“I am absolutely confident in my belief AR will become at least as important as the web has, and probably a lot more so. It will also face much the same hurdles and challenges getting established as that medium did. But, speaking as a web-developer, can we try to avoid a browser war this time?”
Interessante também notar que a tecnologia tornou mais difícil escolher o nome dos bebês. Todas as boas URLs estão tomadas!
Mas se você acha que não ter a URL certa para seu pimpolho é apenas o início dos seus problemas, você tem razão. Uma escola nos EUA (sempre lá) resolveu dar um basta na situação e proibir seus alunos de fazerem sexo pelo celular. Como todos nós sabemos, uma proibição por escrito é a maneira mais rápida e segura de controlar o comportamento da molecada, certo?
Veja por exemplo, o Pirate Bay. Funcionou com eles, né? Claro que sim. Quer dizer, eles não ousariam desafiar a indústria musical de novo com toda aquela ironia e deboche peculiares. Não senhor.
Então, Xuxa, você já sabe o que fazer! Sua filha pode ser analfabeta, mas isso não deve ter nada a ver com o fato de você não ter a mínima educação! Manda um bilhete pra mãe do Twitter!!!
Ou então, a Xuxa poderia ver esse vídeo – se ela souber ler (e em inglês), é claro. Cortesia do Rog.
Não sei para onde vamos, mas em muito poucos anos a televisão não terá nada a ver com o que temos hoje. A televisão por programação horária é herdeira do rádio, que foi o primeiro meio que começou a nos organizar a vida cotidiana. Na Idade Média, o campanário era que dizia qual era a hora de levantar, de comer, de trabalhar, de dormir. A rádio foi isso.
A rádio nos foi pautando a vida cotidiana. O noticiário, a radionovela, os espaços de publicidade… Essa relação que os meios tiveram com a vida cotidiana, organizada em função do tempo, a manhã, a tarde, a noite, o fim de semana, as férias, isso vai acabar. Teremos uma oferta de conteúdos. A internet vai reconfigurar a TV imitadora da rádio, a rádio imitadora da imprensa escrita… Creio que vamos para uma mudança muito profunda, porque o que entra em crise é o papel de organização da temporalidade.
Uma viagem inesperada fodeu comigo. O texto de hoje fica para a semana (ou o mês?) que vem. Enquanto isso:
Jamais Cascio elabora sobre os possíveis modelos econômicos do futuro. Ele aponta três modelos possíveis, embora eu acho que existe uma etapa intermediária antes de que a gente chegue em qualquer um deles.
Eric Novello analisa o mercado de e-books, que toca no velho ponto do digital como transposição de mídia. Ainda tem muita gente que confunde a função social do livro/filme/música/whatever com o tipo de suporte, e quanto mais a gente bater nessa tecla, menos cagadas as editoras vão fazer na hora de finalmente lançar o formato no país.