[Livro] Love is Strange, do Bruce Sterling

30/09/2013

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Eu acabei de ler “Love is Strange“, o novo livro do Bruce Sterling. É o melhor romance que eu leio nessa década. Aliás, é o melhor romance que eu leio desde “Patter Recognition“, do William Gibson. Que que deu nesses luminários cyberpunks, que produziram suas melhores obras depois que pararam de escrever sobre o futuro e passaram a escrever sobre o presente?

É um livro bizarro, simples e profundo. É uma história de amor. Pra falar a verdade, é como um daqueles romances vagabundos tipo Júlia, Sabrina, mas onde todo mundo fuma um e fica falando umas doideiras descabidas o tempo todo e descortinando grandes verdados pós-modernas.

O texto é absolutamente direto. Frases curtas, sem rodeios. É difícil escrever assim, ainda mais tratando de temas complexos, mas Sterling faz a coisa toda parecer um passeio. Os diálogos são absolutamente inverossímeis – ser humano nenhum fala da maneira descabida com que os personagens se expressam. E ainda assim, é impossível largar o livro.

E que livro cheio de citações geniais. Eu torrei a paciência dos meus amigos postando citações por aí, mas o livro é cheio desses pequenos insights, desses momentinhos sublimes. É como a Bíblia, mas sem todo aquele ódio contra as mulheres e racismo e apologia ao ódio e coisa e tal.

É uma história de amor. Uma história de amor entre dois futuristas, que se encontram em um congresso futurista na Itália, e se apaixonam à primeira vista. Mas, sendo futuristas, eles podem prever o futuro, inclusive o futuro da própria relação. E daí começa toda uma difícil relação entre duas pessoas que, quando estão juntas no espaço, estão separadas no tempo, e vice-versa. O amor em tempos estranhos.

E tem ainda o Gilberto Gil. E Carla Bruni, e Sarah Palin, e Dilma Rousseff, e um monte de gente pós-moderna fazendo pós-modernices no Brasil, nos EUA e na Itália. E é delicioso.

Saiu só em ebook, porque Bruce Sterling vive no futuro, e no futuro não tem mais árvore pra gente matar.


Dia de eleição (ou, “pau no cu do calendário maia!”)

08/10/2012

O dia de eleição começou cedo com uma ligação da Gabriela, dizendo “eu estou em Sampa, eu estou bêbada, vamos tomar café e rir das pessoas nas seções eleitorais”. E sendo ela uma dessas pessoas que não abrem a boca senão para transmitir sabedoria muito além da compreensão dos pobres mortais, lá vamos nós.

Como eu, ela não vota. Como eu, ela faz questão de estar longe do distrito eleitoral no dia de eleição. Como eu, ela evita o dever cívico por princípio. Não é desdem com a política em si. Não é desilusão com a corrupção. É a compreensão de que a plataforma até mesmo do melhor dos candidatos é a de “vamos-deixar-tudo-como-está”, de que não se deve mexer no sistema, que o supra-sumo de política para saúde é de criar mais leitos, e não mais pessoas saudáveis. Que política de educação são mais carteiras nas escolas, e não dar uma boa razão para o molecada sentar a bunda na cadeira.

(Eu tenho vontade de vomitar quando penso na “educação” que recebi na adolescência, em especial no colegial. Uma sociedade sã iria guilhotinar gente que faz isso com crianças.)

Achar que o dever da máquina pública no século XXI é o de multiplicar os recursos disponíveis para a população ao invés de adaptar o que já existe para uma realidade pós-digital é cegueira e preguiça da pior estirpe – diz ela. E eu respondo “mas convenhamos, o século XXI ainda não entrou na cabeça da população.”

Porque ao meu redor, tudo o que eu vejo são pessoas desesperadamente agarradas ao cadáver do século anterior. 2012 está quase no fim – tem um robô na superfície de outro planeta mandando fotos em alta resolução diariamente. Impressoras 3D a preços de ocasião permitem que você crie praticamente qualquer objeto dentro da sua casa – inclusive outras impressoras 3D. Cientistas estão usando lasers para começar a brincar com picotecnologia – que é igual a nanotecnologia, só que três ordens de magnitude menor, ou trocando em miúdos, construir estruturas átomo a átomo. No LHC, outros cientistas estão colidindo partícuças elementais com tal força que o calor resultante consegue derreter o tecido do espaço-tempo. Meu telefone celular está a um software de distância de se transformar em um autêntico spime (um spime é, simplificando bastante, um objeto que existe ao mesmo tempo no mundo virtual e real, cada qual projetando uma sombra informacional sobre o outro e sobre os demais spimes à sua volta. O conceito, criado pelo Bruce Sterling, é devidamente explicado no livro Shaping Things).

Mas a mentalidade continua a do século XX. Mais de uma década se passou e ainda não saímos da depressão pós-milênio – aquilo que Steward Brand chamou de Long Now, um presente sem futuro, ou pelo menos, um presente onde o futuro está além da linha do horizonte. Em janeiro de 2001, quando a depressão pós-milênio atingiu em cheio o Vale do Silício, ela estourou a bolha da internet e praticamente dizimou toda e qualquer empresa que não estivesse razoavelmente alinhada com a visão de interconectividade e complexidade organizada concebida por Terence Mckenna (mamando nas tetas de Marshall McLuhan), conhecida como timewave zero – mais notadamente, a gigantesca AOL.

(Mckenna, bem como Tim Leary, é herdeiro dos beatniks, a cultura dominante em San Francisco, a cultura que criou o Valo do Silício em primeiro lugar. Jobs, Gates, Yang, Page & Brin, e aquela turma toda descendem de um paradigma cultural completamente calcado no uso de substâncias psicoativas como ferramenta para criar novas conexões. Pense nisso da próxima vez que você ligar o seu computador.)

Só que – veja só, diz a menina – pau no cu do calendário maia! Dezembro de 2012 é a data em que a timewave zero de Mckenna colapsa sobre si mesma, criando uma singularidade. É o último futuro em nosso horizonte, e um futuro que as pessoas que mandam e desmanda no Vale do Silício tem trabalhado arduamente para criar nos últimos 25 anos. Quando a data passar e o mundo continuar nos eixos, vamos sofrer um novo baque, como em 2001.  A cultura no Vale do Silício vai perder o leme, e possivelmente vamos ver mais alguns gigantes caírem. Grandes vedetes do Vale já se encontram na situação desconfortável de encarar o abismo da falta de financiamento, como em 2011.

Dois cenários se desdobram para 2013. Ou vai ser um ano de merda, igual 2001, ou vai ser um ano sensacional, como 1998.

2001 foi um desastre de promessas não cumpridas e emergência de filosofias retrógradas, a última convulsão violenta da morte do milênio anterior. Já 1998, foi um ano sensacional. Tudo mudou em 1998. A Internet deslanchou de vez, o Google mudou a cara da internet, RFID tornou-se comercialmente viável (e implantável no corpo humano). Run Lola Run gritando no cinema – um poderoso manifesto cultural, um bando de garotos Europeus jogando pela janela séculos de tradição e gritando: “este é o futuro que iremos construir”. 1998 foi um ano esquisito, e um ano excelente. Em 1998, eu conheci a Gabriela, e a primeira frase que ela dirigiu a mim foi “E você aí, tá olhando o que?”

E eu tenho essa sensação de que 2013 vai ser um novo 1998. Talvez o grande desapontamento com o eschaton que não veio no final de 2012 finalmente liberte as pessoas desse marasmo. Talvez elas comecem a perceber que já estamos vivendo no futuro. Talvez finalmente se instaure uma curva ascendente de adoção de uma mentalidade mais apta ao século XXI. Talvez a próxima eleição não tenha um número recorde de votos brancos e nulos, porque talvez apareça, daqui até lá, gente disposta a fazer mudanças sutis, mas importantes, na forma em que se organiza uma sociedade.

Talvez.

Fiquei feliz de saber que a Gabs tem o mesmo feeling que eu quanto a 2013. Significa que não é pura loucura minha. Tem alguma coisa no ar, alguma coisa esperando o momento de dar o bote.

Só espero que, diferente do resultado dessa eleição, a coisa que espreita o futuro próximo seja uma coisa boa.


Teatro de sombras

18/04/2011

Isso não é um post, é só uma enxurrada de pensamentos que estou escrevendo com muita pressa e nenhuma coerência.

Isso aqui: 

Anonymous international bloggers have been writing in Chinese about a “Jasmine revolution” in China, calling on Chinese people to show their discontent for local corruption by going to places that are normally crowded and walking around, not doing anything special. The Chinese authorities freaked out and blocked these sites, and most people in China have never heard of them — but because people keep turning up and walking around in the normally crowded places, the politburo is convinced that the Jasmine Revolution is in full swing.

Eu tenho acompanhado com bastante interesse as desventuras dos Anonynmous e outras manifestações políticas ou semipolíticas na rede, mas essa idéia aí, isso é o pulo do gato. Information war at its best.

A primeira coisa que me veio na cabeça foi The Invisibles, do Grant Morrison: vai desde toda aquela idéia dos memes, de coisas que de tanto existir no imaginário vazam para o mundo real, quanto a questão da revolução em um mundo onde tudo está conectado. Você é parte da revolução, sabendo ou não, querendo ou não. A revolução e a contra-revolução (e a contra-contra-revolução) são a mesma coisa.

Depois vem, obviamente, George Orwell, que o governo chinês tenta emular tão bem. A China quer reescrever o presente alterando o passado em tempo real. Funciona desde que você tenha controle total dos meios de difusão – coisa que o governo chinês efetivamente tem – e controle dos meios de produção – coisa que o governo chinês não tem e não vai ter.

Em terceiro lugar, o Shadow Play, o Teatro de Sombras chinês, uma arte tão milenar quanto o próprio país, definida pela sutileza.

Quando você tem um sistema obcecado com o monitoramento das informações, o que você faz? Insere informações erradas no sistema. Os Romanos já faziam isso. A beleza está em usar voltar a paranóia contra ela mesma, fazendo com que os mais inocentes atos tornem-se atos de revolução. Você sai pra ir até a padaria e derruba o governo sem querer.

Parece exagero, mas são BILHÕES de chineses fazendo coisas mundanas o tempo todo e uns poucos milhares de militares perdidos em um mundo que identifica a censura como um defeito e a contorna.

Não vejo saída. Resta acompanhar com cuidado pelas próximas semanas.

Eu diria “mais depois”, mas não vou ter tempo de escrever aqui pelos meses vindouros.


Um é pouco, dois é bom…

09/12/2010

Cá estou eu lendo o novo livro do Clay Shirky, que é pra mim o mais interessante pensador da comunicação no século XXI. Shirky, assim como eu, vê a coisa toda a partir do ângulo da economia – não só economia no sentido de “a comunicação é um mercado e aqui se vendem e compram coisas”, mas também no sentido de “oferta, demanda e incentivos explicam o planeta”.

O novo livro, que é muito uma continuação do primeiro livro, fala basicamente sobre economia da abundância, ou como o excesso de um determinado recurso, antes escasso, faz a civilização como a conhecemos implodir. Pois abundância nunca foi uma coisa muito, digamos, abundante – então ninguém nunca pensou em construir estruturas sociais, econômicas e políticas que levassem a abundância a sério, isso vem nos causando mais e mais problemas.

Isto é parte importante do que eu chamo de Capitalismo Punk. Um dia eu termino de escrever o artigo (atualmente com mais de 20 páginas) que explica o que é a coisa que eu chamo de Capitalismo Punk. Por enquanto, eu deixo um trecho do livro. Foi um saco escolher um trecho do livro. Minha vontade era digitar o maldito livro todo aqui.

As long as the assumed purpose of media is to allow ordinary people to consume professionally created material, the proliferation of amateur-created stuff will seem incomprehensible. What amateurs do is so, well, unprofessional – lolcats as a kind of low-grade Cartoon Network. But what if, all this time, providing professional content isn’t the only job we’ve been hiring media to do? What if we’ve also been hiring it to make us feel connected, engaged, or just less lonely? What if we always wanted to produce as well as consume, but no one offered us the opportunity? The pleasure in You can play this game too isn’t just in the making, it’s also in the sharing. The phrase “user-generated content”, the current label for creative acts by amateurs, really describes not just personal but also social acts. Lolcats aren’t just user generated, they are user-shared. The sharing, in fact, is what makes the making fun – no one would create a lolcat to keep for themselves.

The atomization of social life in the 20th century left us so far removed from participatory culture that when it came back, we needed the phrase “participatory culture” to describe it. Before the 20th century, we didn’t really have a phrase for participatory culture; in fact, it would have benn something of a tautology. A significant chunk of culture was participatory – local gatherings, events, and performances – because where else would culture come from? The simple act of creating something with others in mind and them sharing it represents, at the very least, an echo of that older model of culture, now in technological raiment. Once you accept the idea that we actually like making and sharing things, however dopey in content or poor in execution, and that making one another laugh is a different kind of activity from being made to laugh by people paid to make us laugh, then is some way the Cartoon Network is a low-grade substitute for lolcats.


Parker Lewis Can’t Lose – Can I has remake?

30/09/2010

Recentemente, comprei na gringa as duas primeiras temporadas de Parker Lewis Can’t Lose – sitcom que eu assistia na Record quando tinha 14-15 anos e da qual tinha poucas (mas ótimas) lembranças. O tipo de coisa que a gente compra sabendo que vai se decepcionar, e o fiz movido mais pela curiosidade de saber o que me chamou a atenção na época do que pela expectativa de qualidade da série em si.

E se por um lado a série realmente é decepcionante – atuações nem sempre de primeira, roteiros que terminam num Deus Ex Machina mais vezes do que qualquer um gostaria – por outro ela é absolutamente sensacional. O surrealismo, coisa que mais me marcou quando moleque, beira o desconcertante, os efeitos sonoros são impecáveis e o uso da câmera é uma das coisas mais bizarras e inovadoras que já foi feita na TV – milhões de anos a frente do que qualquer show atualmente em produção.

E – aqui a parte que interessa mais – o tema. Parker Lewis é, antes de tudo, uma série sobre jovens usando a tecnologia para escrachar com os poderes vigentes dos adultos. Parker e sua gangue se livram das enrascadas usando tecnologias de comunicação que, no período da série, basicamente se resumem a VCR e rádio de curto alcance (e relógios Swatch). Envelheceu mal, porque o mote da série envelheceu muito depressa.

Parker Lewis precisa de um remake, uma modernização. Imagine uma série que ensinasse a molecada como tapear os professores usando um celular com Bluetooth e o Windows Movie Maker. A riqueza de opções para os roteiristas, equipando os personagens com o que existe de mais moderno em tecnologias pessoais de comunicação. O bordão da série seria “Synchronize iPhones!“?

Imagine os danos à civilização que uma série dessas – esperta, carismática, high-end – faria na TV aberta. Ou melhor, no Youtube.

(Ah sim – Parker Lewis foi um dos primeiros programas de TV a ganhar apoio entusiástico na Internet – em BBSs e mailing lists, antes do advento da WWW que conhecemos hoje. Tudo a ver.)

#want

PS – Hoje liberou em umas 50 cidades do Brasil o Google Street View, serviço sensacional que eu me matei de usar nas vezes que fui para os EUA. Isso significa que você deve clicar aqui imediatamente. Aumente o som, pegue a pipoca, enjoy!


Barbra Streisand, o PT e a censura

29/09/2010

Imagino que todo mundo tenha lido aqui os excelentes textos sobre o PT e a censura que estão saindo em todo o lugar da “mídia vendida” mas, hemos de concordar, a mídia tem mais é que estar puta mesmo. O PT aberta e desavergonhadamente é a favor da censura, desde que eles quem decidam qual notícia pode e qual não pode ser censurada. Até aí, nada de novo.

O PT sabe governar tão bem quanto o PSDB sabe ser oposição, o que garantiu uma comédia de erros de fazer Shakespeare soltar gritinhos exasperados no túmulo durante os últimos oito anos. A direita tucana meio que mais ou menos sentou no poder durante anos logo após o final da ditadura, quando não antes. O PT, tadinho, uma prefeiturinha aqui, um estadozinho ali. O PSDB teve todo o tempo do mundo para cometer toda a mixórdia de erros políticos possíveis que o PT teve de resumir de forma bem mal ajambrada nos últimos oito anos. São os mesmos erros, do mesmo jeito, pq no fim do dia, é tudo farinha do mesmo saco, e as farinhas se misturam mais vezes do que a gente gostaria. Mas nem é essa a questão. A censura besta é a questão, e é uma questão velha e caduca.

Não me preocupa tanto a censura, porque a censura provavelmente está com seus dias contados. Censurar os meios tradicionais é tradicionalmente simples, mas quando você se move para os terrenos mais pantanosos da Internet, censurar torna-se contra-producente. A chiadeira que vemos hoje em dia é uma forma leve do famoso Efeito Streisand, um dos mantras da Internet – a rede reconhece a censura como uma falha e a contorna. A coisa não foi maior pq a quantidade de brasileiros conectados a Internet (além do Orkut e do MSN, claro) ainda é pequena, mas a coisa toda funciona de forma exponencial, e a hora que o bicho pegar, vai pegar de vez. Em, sei lá, duas eleições, qualquer tentativa de censura em período eleitoral ou fora dele vai resultar numa explosão de lolcats furiosos, escrachados e fofinhos.

Quem quiser apelar pra censura vai ter que fazer China style, e simplesmente botar um cadeado em toda a Internet, coisa que nós brasileiros, avessos que somos ao trabalho e à disciplina necessários para fazer este tipo de trabalho bem feito, vamos simplesmente olhar e dizer “meh”.

Eu, obviamente, não vou votar em ninguém. A maioria da molecada 16-20 anos que conheço também não. A morte da política tradicional, entretanto, fica para outro post.


A Internet matou o Cyberpunk

28/09/2010

(It’s alive! It’s alive!)

O óbvio em primeiro lugar: nunca foi o papel da Ficção Científica falar sobre o futuro.

FC fala sobre o presente. Quase um subgênero da ficcção fantástica, é uma extrapolação do presente que visa trazer para a superfície uma tendência ou problema. Júlio Verne viu a revolução industrial e escreveu uma renca de livros que diziam “olha só, nos próximos 100 anos a gente vai fazer coisas que até Deus duvida”. Orwell, Huxley e seus comparsas de Distopias presenciaram o nascimento o mundo neofacista pós WW2 e relataram o que viam, o rumo que a coisa toda estava tomando. Asimov foi um dos primeiro a levantar a mão e dizer “ei, será que não é melhor a gente pensar um pouquinho antes de fazermos lambança com essa ciência toda?”

E William Gibson & Bruce Sterling, que viveram o movimento punk e foram visionários o suficiente para pegar aquilo que Orwell perdeu em 1984: que a tecnologia de mídias – que Orwell acreditava que se tornarim a espinha dorsal de sistemas opressivos de controle – avançavam em ritmo muito acelerado para serem bem utilizados por governos, engessados e tradicionalistas.  E que as corporações eram o novo establishment, e que estas sim alcançariam o controle da população através do controle da mídia.

Aí veio a Internet e matou o Cyberpunk.

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